Templo da Assembleia de Deus Demolido na Bahia Indigna Fiéis

Demolição do Templo da Assembleia de Deus em Camaçari provoca indignação

No dia 26 de março, um templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Peniel, localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Bahia, foi demolido, gerando uma onda de indignação entre os fiéis e moradores da área. A demolição ocorreu de maneira abrupta e sem aviso prévio, o que levou o pastor da congregação, Washington, a expressar sua frustração e confusão sobre a situação.

O que aconteceu durante a demolição

Segundo relatos do pastor Washington, a demolição começou por volta das 9h da manhã, enquanto ele se deslocava de sua casa. Ele recebeu diversas ligações de membros da congregação informando sobre a chegada de uma força-tarefa no local, composta por representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além de policiais civis e militares. Ao chegar, o pastor constatou que uma parte significativa da estrutura já havia sido destruída.

Durante a operação, o pastor solicitou a preservação de materiais valiosos, como telhas e estruturas metálicas, que totalizavam um custo de aproximadamente R$ 7 mil. No entanto, sua solicitação foi ignorada. “Chegaram aqui arbitrariamente. Pedi para aproveitar algumas telhas e também as ferragens, mas não deram ouvidos”, afirmou ele em entrevista ao programa Bahia no Ar.

Justificativas da Secretaria de Desenvolvimento Urbano

A Sedur justificou a demolição alegando que a construção não possuía alvará. O pastor, por sua vez, contestou essa afirmação, defendendo que a situação fundiária do terreno, adquirido por meio de um contrato de compra e venda sem escritura, é comum na região. Para ele, a ação representa uma clara perseguição religiosa.

“O terreno foi comprado e pago, como acontece em grande parte de Camaçari. Não tem escritura, tem compra e venda. Construímos, investimos muito aqui, fizemos uma boa base estrutural, e hoje demoliram tudo sem nenhuma piedade. Isso é uma perseguição religiosa”, declarou o pastor Washington.

Impacto na comunidade

A congregação, que conta com cerca de 40 membros fixos e aproximadamente 60 frequentadores regulares, se dedicava a vários projetos sociais voltados para crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. O pastor enfatizou a importância do trabalho realizado pela igreja na comunidade e expressou seu pesar pela falta de sensibilidade do poder público. “A igreja trabalha para restaurar vidas e ajudar pessoas que viviam à margem da sociedade”, concluiu.

Reações da comunidade e dos fiéis

A demolição do templo não apenas afeta os membros da Assembleia de Deus Peniel, mas ressoa em toda a comunidade, gerando discussões sobre o papel das autoridades municipais em relação a instituições religiosas. Os fiéis se manifestaram nas redes sociais, expressando seu apoio à igreja e condenando a ação da Sedur como um ato de desrespeito às crenças e direitos dos cidadãos.

Considerações finais

A situação do templo da Assembleia de Deus Peniel em Camaçari levanta questões importantes sobre a relação entre o poder público e as instituições religiosas, além de destacar a necessidade de um diálogo mais aberto e respeitoso entre as partes. A demolição não apenas destrói uma estrutura física, mas também impacta a vida espiritual e social de muitos, ressaltando a importância de se buscar soluções que respeitem a diversidade religiosa e promovam a convivência pacífica.

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