
Protestos no Irã: Um Alerta sobre Repressão e Perseguição Religiosa
Nos últimos dias, o Irã tem sido palco de intensos protestos, com milhares de cidadãos se manifestando contra o regime islâmico e a crescente crise econômica. Desde o dia 28 de dezembro, foram registradas mais de 340 manifestações em todo o país, de acordo com a Human Rights Activists News. A resposta do governo iraniano tem sido brutal, resultando na prisão de mais de duas mil pessoas e na morte de pelo menos 38 manifestantes durante os confrontos com as forças de segurança.
Bloqueio da Internet e Repressão Governamental
Em uma tentativa desesperada de conter as mobilizações, o governo bloqueou o acesso à internet em todo o território nacional, conforme relatado pelo grupo de monitoramento NetBlocks. No entanto, apesar desse esforço, os protestos continuam a se espalhar pelas 31 províncias do Irã, com milhões de pessoas exigindo a queda do regime e expressando descontentamento com o líder supremo, Ali Khamenei. O governo, por sua vez, ameaça os manifestantes com severas punições, incluindo a pena de morte.
Impacto da Crise Econômica
A crise econômica no Irã tem sido um dos principais motores dos protestos. A inflação disparou, com dados oficiais mostrando um aumento de 42,2% em relação a dezembro de 2024. Essa alta nos preços tem forçado muitos iranianos a tomar decisões difíceis, como escolher entre alimentação, aquecimento durante o inverno ou cuidados médicos básicos. A dimensão social dos protestos é significativa, com trabalhadores e famílias se unindo em busca de melhores condições de vida.
Persecução Religiosa em Meio à Instabilidade
Líderes cristãos e organizações internacionais expressam preocupação com a situação dos cristãos no Irã, que já enfrentam severas restrições à liberdade religiosa. Edwin Abnous, do ministério Heart4Iran, destaca que os cristãos podem ser vistos como aliados do Ocidente e, portanto, tratados como inimigos do Estado. Isso torna os líderes de igrejas domésticas, novos convertidos e aqueles em contato com cristãos do exterior particularmente vulneráveis a prisões, espionagem e acusações relacionadas à segurança nacional.
Mobilização Internacional e Influências Externas
A pressão internacional e os fatores externos também desempenham um papel na intensificação dos protestos. A recente escalada de ataques israelenses a instalações nucleares iranianas e as promessas de reações militares dos Estados Unidos, caso os manifestantes sejam mortos, alteraram o cenário político, encorajando ainda mais a mobilização popular. O príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, também tem convocado atos simbólicos contra o regime, reforçando a resistência dos cidadãos.
Liberdade Religiosa e o Crescimento da Igreja Clandestina
Embora a maioria da população iraniana seja muçulmana e haja severas proibições sobre a prática cristã, incluindo a proibição de igrejas e evangelismo, a igreja clandestina no Irã continua a crescer. Relatórios indicam que os cristãos identificados, especialmente aqueles que são ex-muçulmanos, enfrentam risco significativo de prisão e tortura sob a lei da Sharia. O Irã ocupa atualmente a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, refletindo o alto nível de risco enfrentado por cristãos no país.
O cenário atual no Irã é alarmante e destaca a necessidade de atenção internacional. As mobilizações populares, impulsionadas por uma combinação de crises econômicas e políticas, têm o potencial de transformar o futuro do país, mas também trazem à tona a vulnerabilidade dos grupos religiosos em meio à repressão do governo.
Com informações de CBN News e Mission Network News.